Desafio Saradas · Reunião com Luiz

CPA máximo por ticket, pra bater ROAS 2

Investimento de R$10.000 em tráfego frio, vendendo ingressos do Desafio Saradas em 5 preços diferentes. Cada compradora é uma lead pra um pitch de R$997 ao vivo no evento (20–26/07). Aqui está o CPA máximo que cada ticket aguenta pagar sem comprometer a margem do lançamento.

Compilado em 11/07/2026 · a partir da gravação da conversa com o Luiz sobre CPA
Parâmetros do cálculo

O que entra na conta

Investimento
R$10.000
Tráfego frio, verba do teste
Backend (pitch no evento)
R$997
Produto vendido ao vivo
Conversão pro backend
5% a 8%
Parâmetro dado pelo Luiz
Meta
ROAS 2
Faturar 2x o investido
Ponto de partida

A lógica que o Luiz descreveu

"

Eu avalio muito o prejuízo por venda, que é o custo por lead. R$47 pra CPA de R$100 dá um prejuízo por venda de R$50. R$19,90 pra CPA de R$70 continua dando o mesmo prejuízo. Que lead é melhor comprar? Acho que é o de R$47, porque ele pagou mais caro — quem paga mais geralmente tá mais comprometido.

Luiz · sobre o limite de CPA por ticket

A leitura prática disso: quanto mais caro o ticket, maior a chance de aquela compradora converter mais perto de 8% no backend; quanto mais barato, mais perto de 5% — porque quem já pagou mais caro por um ingresso tende a estar mais comprometida com o resultado.

Conferência

Os exemplos dele batem exatos com a conta

Os números que o Luiz deu de exemplo (R$70 e R$100) não eram uma meta confortável — eram o ponto exato de equilíbrio (ROAS 1, sem lucro), a 5% de conversão. Testei:

Ticket R$19,90, conversão 5% → CPA de equilíbrio (ROAS 1)
= calculado
Luiz falou R$70 → calculei R$69,75
Ticket R$47,00, conversão 5% → CPA de equilíbrio (ROAS 1)
= calculado
Luiz falou R$100 → calculei R$96,85
Confirmado: os exemplos do Luiz marcam a "linha vermelha" (zero lucro). A tabela abaixo já mira ROAS 2 — por isso os números dela são mais conservadores que os exemplos dele, de propósito: é a régua com margem de lucro real, não a beira do abismo.
A régua pra usar

CPA máximo por ticket · meta ROAS 2

Conversão estimada sobe com o preço do ticket (5% no R$9,90 até 8% no R$47), seguindo a lógica do Luiz.

Ticket Conversão estimada CPA máx. (ROAS 2) CPA de equilíbrio (ROAS 1) "Colchão" por lead Leads possíveis c/ R$10k
R$9,90~5,0%R$29,88R$59,75R$19,98≈335
R$19,90~5,8%R$38,91R$77,81R$19,01≈257
R$27,00~6,4%R$45,32R$90,64R$18,32≈221
R$37,00~7,2%R$54,35R$108,70R$17,35≈184
R$47,00~8,0%R$63,38R$126,76R$16,38≈158

"Colchão por lead" = quanto você pode "perder" em cada venda de ingresso (CPA − ticket) e ainda fechar com ROAS 2, contando com a receita do backend. "Leads possíveis" é quantas vendas de ingresso os R$10.000 compram se o CPA real bater exatamente o teto da coluna ao lado.

Leitura prática

O que isso muda na hora de rodar

1

O colchão fica parecido entre todos os tickets (R$16 a R$20) quando a conversão sobe junto com o preço — não é que o R$47 seja frágil, é que ele só compensa se a conversão dele realmente vier mais perto de 8%.

2

O R$9,90 é o mais "seguro" pra escalar — tolera CPA mais alto (até R$29,88) mesmo numa conversão mais conservadora, porque depende menos de acertar a taxa de conversão pro backend.

3

O R$47 é o de maior potencial, mas também o que mais precisa provar a hipótese — se a conversão real dele vier perto de 5% (não de 8%), ele vira o ticket mais arriscado dos cinco.

4

Seguindo a régua do próprio Luiz — "roda tudo mais baratinho, devagarzinho e vai sentindo" — testar os 5 tickets em paralelo com verba pequena primeiro, olhar o CPA real de cada um e a conversão real pro backend, e só depois concentrar verba no(s) que fecharem dentro (ou abaixo) do teto desta tabela.